Excelentes 24 horas pelo planalto de Castro Laboreiro…

Excellent 24 hours on the plateau of Castro Laboreiro, Peneda-Gerês National Parc …

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Volta na Serra da Peneda – Parte 3 (Trail in the Gerês National Park)

A three-day tour, 90 kms and a total of accumulated ascent and descent of 5600 meters of desnivel at Peneda-Geres National Park. In this article photos and description of the third day.


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O dia já começa com as rotinas: levantar às 7 horas, tratar do pequeno-almoço, arrumar e arrancar por volta das 8:30. Sem pressas mas sem pausas. Hoje está mais frio e nota-se na condensação no interior da tenda.

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O prado também é mais aberto e exposto o que aumenta a descida da temperatura. Novamente para começar o dia temos uma subidinha. Mas hoje sabe bem o corta-vento que tenho vestido. Desde que comecei a usar este tipo de vestuário ele passou a ser obrigatório na minha mochila. Leve, sem ser quente, protege o essencial e é ao mesmo tempo bastante respirável.

 

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Passo a casa abrigo e agora é quase sempre a descer até ao Soajo. Pelo caminho ainda passo pelo parque de campismo da Branda de Travanca – infelizmente fechado grande parte do ano – e pela Porta do Mezio – um dos maiores gastos que conheço no PNPG.

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Pelas placas que existiam durante a construção foram mais de 2.500.000€ em montes de edifícios, sendo que alguns deles têm aspecto de nunca terem tido nada nem ninguém. É curioso que se gaste tanto dinheiro neste tipo de construções e depois se diga que não para replantar as zonas que tem ardido nestes últimos anos ou para ter mais vigilância na área do parque….

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Ao contornar a vedação existente encontramos mais uma situação sem sentido: um bar montado em dois edifícios de madeira com um aspecto meio decadente. Meio de tantos edifícios construídos dentro da área da porta (eu contei pelo menos set ou oito) não fazia mais sentido ter esta oferta instalado num deles e incentivar que as pessoas visitassem a zona da porta?

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O que vale é toda a envolvência deste local e o pedaço de vale por onde se inicia a descida para o Soajo. Milagrosamente este bosque tem-se safado dos incêndios que tem fustigado toda a parte superior e que continuam por reflorestar. Entramos por um bosque que permanece na penumbra graças às árvores que tapam fechado pelas árvores que tapam quase a totalidade do sol mas que também dão origem a enormes contrastes.

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Infelizmente este local também não escapou ao vandalismo de um louco a quem as marcas do trilho da Peneda não chegavam e então pintou setas em muitas das arvores deste bosque. Passamos nas traseiras das cavalariças que parecem que voltam a ganhar vida após alguns anos de abandono e seguimos para a aldeia de Vilar de Soente.

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Apesar de supostamente continuarmos no GR da Peneda deixamos de ter qualquer tipo de marcas. Ao chegar perto do Soajo decido tentar seguir para Entre-Ambos-os-Rios. Lá descubro uma passagem entre antigos caminhos meio fechados pelo mato e chego a Ermelo e à ecovia do rio Lima.

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Esta ecovia, que segue junto à margem, tem umas vistas fabulosas sobre a bacia da barragem de Touvedo. Infelizmente o projeto termina no meio do nada. Apesar de ser uma excelente ideia que aproveitou alguns antigos caminhos, esta ecovia possivelmente teria chegado ao muro da barragem ou pelo menos a Garção, se fosse menos pomposa para o uso que tem. Infelizmente algum abandono está a fazer as suas mostras e algumas estruturas já foram roubadas ou estão podres.

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No entanto é precisamente um antigo caminho que nos liga a Garção e é através de outras ligações que já tinha percorrido há uns tempos que chego à barragem.

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Tal como dessa vez só me falta uma parte chata do percurso: fazer os quatro quilómetros pela estrada que me separam do parque de campismo de Entre-Ambos-os-Rios. Mas a paisagem compensa e os poucos carros que passam tornam mais suportável a questão de estar a andar junto ao alcatrão. Já no parque tento consultar a previsão do tempo na internet.

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O que suspeitava pelas nuvens que foram entrando ao longo do final do dia confirmasse. O tempo vai mudar e é já para o dia seguinte com mais nuvens durante a noite e chuva nos três dias seguintes.

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Não apetece estragar os excelentes dias que tenho tido por isso acabado por tomar a dolorosa decisão de me meter no carro e regressar a casa.

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Consigo um táxi para não ter que fazer os 17 km de alcatrão que me separam do Lindoso e regresso a casa. No dia seguinte as previsões confirmam-se e a opção de vir embora foi efectivamente uma boa decisão…

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Volta na Serra da Peneda – Parte 2 (Trail in the Gerês National Park)

A three-day tour, 90 kms and a total of accumulated ascent and descent of 5600 meters of desnivel at Peneda-Geres National Park. In this article photos and description of the second day.

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Sete da manhã e toca o despertador. Ainda está uma penumbra e o dia começa a nascer.

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nascer do sol sobre Penameda

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serra da Peneda

O sitio onde montei a tenda não é o melhor. Por várias vezes tive que acordar e me mudar para não sair para fora da tenda. Arrumar tudo, comer e são 8:30 já estou a andar. E para aquecer os músculos não há nada como uma subidinha.

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represa

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cimo da subida

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objectivo de hoje lá ao longe

Contorno a Penameda e desço para a Bouça dos Homens. O dia está mais fresco do ontem o que torna o andamento mais agradável. Contra o que é habitual encontro pelo caminho gente jovem a tratar do gado.

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Bouça dos Homens

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Passo esta simpática aldeia, que noutros tempos deve ter feito juz ao seu nome, e sigo pelo estradão que dá acesso à Mamoa do Batateiro, mais um exemplo do abandono da nossa cultura. Apesar de completamente vedada o portão está aberto.

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Continuo pelo estradão, que por vezes está tão mau que não sei como se consegue aqui passar. As águas das chuvas tem feito os seus estragos ao longo dos anos e ninguém os repara. Por outro lado nas suas laterais os pinheiros e cedros, que apesar plantados ainda em tempos que o parque não era parque, tornam o local formidável e são as praticamente as únicas árvores que se mantém.

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não faltam cogumelos

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já lá longe a Bouça dos Homens

Chego á pequena represa, que noutros tempos deu água à Branda da Aveleira. Excelente sitio para ficar. Mas desta vez a paragem é breve. Aproveito para atestar de agua, comer algo e sigo.

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lobo?

Continuo pelo estradão, passo o desvio para a Branda de Bosgalinhas e mais à frente o local considerado como a nascente do rio Vez. Próximo objetivo: cimo da Penda.

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nascente do Vez

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um dos enorme fojos dos lobos

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Pela primeira vez nesta marcha vejo cavalos. Já estava a estranhar a sua ausência. Chego ao grande marco da Peneda, que curiosamente está fora das fronteiras do parque, e aproveito a vista. O dia está limpo e a vista vai até muito longe. Uma paragem para carregar o corpo com algumas calorias e agua.

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capela de Sto. Antonio do Monte e S.Bráz

A partir daqui, e por algum tempo, será só a descer. Não falta agua na serra e em todo o lado o verde da relva contrasta com os castanhos das folhas. Vou passando pequenas brandas: Arieiro, Cerradinha, Lamelas,… locais convidativos para ficar… mas terá que ser para outra vez. Todas são engraçadas mas a de Lamelas, envolta em grandes cedros, tem um especial encanto.

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Chego a Lordelo e inicio a abrupta descida para Carvalheda, pequena povoação perdida junto ao rio Ramiscal e hoje abandonada, seguindo o velho caminho que se mantém activo graças do GR que por lá passa. Junto à aldeia uma ponte permite passar o rio. No seu leito podemos observar restos de outras pontes arrastadas pelas forças das aguas. A montante as encostas são tão fechadas e cobertas de vegetação que é difícil imaginar que passe por aí algum caminho. Mas passa.

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descida para rio Ramiscal

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rio Ramiscal

Até agora vim a descer mas depois da ponte a subida para Avelar muda os músculos usados. Sigo novamente o trilho da Peneda e depois de passar Avelar alcanço o estradão que segue para a Branda de Travanca e o Mezio.

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Lordelo mais alto e Carvalheda em baixo

O dia já vai longo e lá arranjo um prado, com vista para um fantástico por do sol, onde monto a tenda. Deste lado a serra está mais seca e os locais para abastecer estão menos frequentes.

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Como companheiros de noite tive uma manada de cavalos que também escolheu este prado para descansar. Felizmente não se lembram de vir comer para junto da tenda. O mesmo não aconteceu com os mosquitos e acabei por ter que me fechar dentro da tenda para conseguir jantar descansado.

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resultados de dois dias de volta

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Volta na Serra da Peneda – Parte 1 (Trail in the Gerês National Park)

Eram 13 horas quando saía do Lindoso. Uma hora vergonhosa para começar uma marcha. E mais estando previsto 25 km para esse mesmo dia.

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tudo pronto?

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 saida do Lindoso…

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… com vista para os conhecidos espigueiros

Mas a desculpa sempre: a alguma coisa que ficou por fazer. Lá arranco para o primeiro estradão: 7 km de alcatrão que ligam o Lindoso à aldeia de várzea. Antigamente está ligação era um caminho de terra batida mas agora da paisagem que temos do lado da barragem.

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as cores do outono

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a barragem do Lindoso em plena descarga

Chegados à várzea toca a seguir o trilho para a mistura de águas.  Infelizmente a parte do caminho que passa por baixo da aldeia acumula o lixo que é largado nas rua de cima. Estamos num parque nacional que é noticiado por todo o  mundo mas eu não consigo ver isto, por exemplo, nos nossos vizinhos espanhóis. É habitual nas nossas aldeias encontrar lixo nas partes mais baixas arrastado pelas chuvas. Será que não era mais importante fazer educação ambiental nas populações do que estar preocupado em proibir ou quer controlar as marchas feitas por quem recolhe todo o lixo que faz e por vezes o que lá encontra?

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dado que a barragem está baixa aparecem curiosos desenhos

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e antigas construções

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o “monstro” vai atacar

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a aldeia de Várzea

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e actual estrada de acesso junto à água

Lá continuo pelo trilho até ao local até à “Mistura de águas”, curioso nome para o local onde se juntam os rios Peneda e Laboreiro e até onde chega hoje as aguas da barragem do Lindoso. Mas mal chego tenho uma desilusão.

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a caminho da “Mistura de Águas”

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e cá está ela bem carregadinha

Os meus planos eram seguir o rio Laboreiro mas as chuvas dos últimos dias tornaram isso impossível. Os rios estão demasiado carregados e apesar de procurar ao longo das margens não consigo encontrar uma travessia segura, muito menos para quem está sozinho. Infelizmente a ponte construída em Portugal e Espanha há uns anos não serve para nada. Entre o local que estou e a sua localização tenho o rio Peneda pela frente. Questiono-me porque diabo terá ela sido construída! Situação? Voltar para trás? Ou aproveitar o bom tempo e “inventar” outra volta?

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o vale de acesso a Tipo dominado pela maior parede de Portugal: a Nédia

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para que não haja duvidas

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Optei pela segunda! Toca a virar para Tibo e seguir o rio Peneda. O caminho está bastante molhado e muitas partes com autênticos rios. Também se nota que ele começa a fechar em alguns troços. Chego a Tibo. E agora para onde sigo?

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depois das chuvadas à cogumelos por todo lado

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a Nédia com os seus 500 metros e muitas recordações

Decido virar para a Sra. da Peneda já que nunca fiz esta parte do rio. Nas margens do rio nota-se o caudal e a violência que este teve há muito pouco tempo. Mas também a quantidade de lixo que este trás. É impressionante como um rio com mais de 15 kms de vida até este ponto pode trazer tanto lixo. Nas grades dos campos que ladeiam o rio parece que estiveram a estender a roupa velha. Tirando este importante à parte o caminho velho que liga as aldeias, perdido por entre encostas  e pinheiros, é extremamente bonito.

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a força das águas já conseguiu destruir novamente os degraus de acesso desta ponte

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e encher as cercas de lixo

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um curioso moinho a meio do vale

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Chego  à Sra. da Peneda de uma forma completamente diferente para mim, e que me faz recordar como seria a entrada do peregrinos à cerca de um século atrás. Atravesso o pátio dos antigos quartelos agora transformados em alojamento. É pena que prefiram manter o preço alto que praticam do que ter o espaço alugado. E a antiga casa da guarda-fiscal podia funcionar como um refúgio mas só é possível alugar se for um grupo grande….

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antigos caminhos…

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de acesso à Senhora da Peneda

Agora só falta a ultima parte: subir até à lagoa. Uma subida para “aquecer” o final do dia. No meio do lusco-fusco lá vejo os tubos para o novo aproveitamento elétrico da Peneda.

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as ultimas luzes do dia

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enquanto o jantar fica pronto

São já oito da noite quando chego e já só consigo ver uma leve luz a bater na água da lagoa completamente cheia que contrasta com a visão de há uns meses quando a esvaziaram totalmente. Toca a a preparar as coisas para o jantar e descansar que o dia amanhã vai ser longo.

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registos do dia